quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A Ficção Científica e o Aviso do Inconsciente

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Entendemos que uma das características que difere o homem das demais espécies animais deste planeta, além dos polegares opositores e o cérebro mais desenvolvido, é, por conta do ultimo item citado, a capacidade de raciocinar, imaginar e ser criativo. Através disso, podemos refazer a história, recontar casos acontecidos há muito tempo atrás, inventar situações jamais testemunhadas, ou sequer existentes, e até mesmo imaginar o que será de nosso planeta e nossas vidas, anos além!


É nesse contexto que se encaixam muitas obras do gênero literário e cinematográfico que conhecemos por ficção científica, e lembrem-se bem disso: classificar uma obra como ficção científica é saber enxergar uma linha tênue que diferencia essa forma peculiar de contar uma história de vários outros estilos diferentes, pois nem tudo que envolve alta tecnologia e/ou ciência pode ser ficção científica.

Posto isso, podemos facilmente nos perguntar: qual a intenção por trás de uma obra tão audaciosa como essa? Eu uso esse termo pois, em minha consciência, inventar coisas colocando uma base de conhecimento cientifica do qual muitas vezes nem fazemos ideia se é possível existir de verdade, pode sim ser considerada uma audácia. Podemos exemplificar aqui os androides de Isaac Asimov, um conceito que parecia tão intangível para a época, e hoje é tão próximo a nós que temos aquela sensação estranha de que, em breve, sairá no noticiário a criação da primeira criatura com cérebro positrônico.

Bom, afirmar que tudo isso não passa de entretenimento é muito fácil, só que não podemos esquecer um fator que muitas vezes está inconsciente em cada obra, em cada projeto que criamos em nossas vidas: o fator intencionalidade. E sim, desde um bonequinho de palito feito no papel até a mais avançada máquina já engenhada pelo ser humano, existe uma intencionalidade oculta através daquilo, pois o corpo e a mente estão sempre atrás na busca da expressão. E qual seria a intencionalidade por trás da ficção científica?

Eu gosto de pensar que tudo isso é um estado de alerta que tentamos impor a nós mesmos, afinal nunca imaginamos um futuro muito bonito, e é sabido entre estudiosos do comportamento humano, de que o caráter do homem é genuinamente ruim. Ou seja, o que podemos esperar de nós mesmos daqui pra frente? E não podemos esquecer de que, quanto maior a evolução tecnológica, maior é a distância entre nós e nossa verdadeira natureza.

Este é apenas um texto introdutório sobre uma série que abordará vários aspectos dessa literatura e, tenham minha palavra, será menos filosófico do que isso aqui, tratando-se apenas do desmembramento dos vários elementos que compõem o gênero. Mas até lá deixo este texto como reflexão.

Deixem seus comentários e nos vemos numa próxima missão!




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2 comentários:

Geici Hoshi disse...

Vou ficar aguardando os outros textos!!!

Pode ficar de olho que vem coisa boa por aí! Aguarde os próximos memorandos do Agente Tomoyo!

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